Página:Marmores.pdf/61
Esta página foi revisada, mas ainda precisa ser validada
XIII
A Noite
A Wenceslau de Queiroz
Um vento fresco e suave entre os pinhaes murmura.
A Noite, aos hombros solta a desgrenhada coma,
No seu plaustro de crepe, entre as nuvens assoma...
Tornam-se o campo e o céo de uma côr mais escura.
Um novo aspecto em tudo. Um novo e bom aroma
De láthyros exhala a amplissima verdura.
Num hausto longo, a Noite, aos ares a frescura
Doce, entre-abrindo a flôr dos negros labios, toma...