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― ¿A que vamos brincar?
― Sentem-se e descansem um bocadinho que eu conto-lhes uma história.
― ¡Historias na rua! Isso é uma estupidez! ¿Ouvir histórias na tapada e correr e pular em casa? ¡Olhem que idea!
― ¿Então que havemos de fazer?
― Uma brincadeira que não faz mal e tem graça. Eu meto-me naquela carreta: a Ernestina, que é mais velha, faz de cavalo e puxa, e tu és o trintanário, recebes as minhas órdens, e tomas conta do cavalo quando eu me apear em qualquer parte.
― Isso é má brincadeira. A carreta é pesada e a menina Ernestina é muito fraca.
― ¡Fraca, eu! disse Ernestina, ferida na sua vaidade. Não sou tal. Olha, continuou, voltando-se para Mariana, o cavalo chama-se Terrivel: é o nome do que ganhou as corridas o ano passado.
― Pois sim, concordou Mariana: a Claudina é o João e eu sou o senhor marquês da Pena de Oiro.
A criada observou-lhe sorrindo:
― O' senhor marquês, parece-me que, como o cavalo é desinquieto e ainda não está habituado a puxar o carro, que é muito pesado para êle, seria prudente, ja que teima em o atrelar, não se meter nêle senão nas subidas : não vá o carro atropelar o cavalo.
― Não ha perigo. O cavalo vai atrás e anda-se de- vagar...
A primeira volta foi dada com prudência. Na se-