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horas de folga
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percebiam, cheias de receio por um caso que lhes parecia sobrenatural.

Dir-se-ia que Tomé tinha a suspeita dum encontro agradavel, mas que a não queria comunicar.

De repente Rosa agarrou-se mais ao pai e disse-lhe quasi ao ouvido:


A baleia no alto mar

– Já estamos muito perto… é ali… ao voltar daquele rochêdo.

Andaram o caminho em silêncio e, quando atingiram o ponto indicado, Tomé soltou um grito de alegria:

– Ai, filha! que descobriste a nossa fortuna!…

A pequena e a mulher olhavam-no espantadas sem perceber o que aquela intempestiva alegria queria dizer.

– E’ uma baleia… talvez arrojada á praia pelo