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senhora que pretendem fazer passar por dolda, e que está em seu perfeito Juizo. « E censuram-me porque acreditam que foi êsse o motivo porque faltei ao respeito que devia à sua posição e ao seu nome. Enganam-se, porque não sabem o que se passa no meu coração. É muito dificil de entender...

« Mas se mais ninguem me entender senão a pobre senhora que é uma verdadeira mártir e a tranquilidade da minha própria consciencia, nunca me há-de faltar a resignação para sofrer. »

Fez-se uma pausa que tinha qualquer coisa de soléne. Cada vez mais interessada, eu olhava com penetração aquela fisionomia que reflectia certa superioridade. O entrevistado ficara um tanto absorto e concentrado, os olhos baixos, vagueando pelo soalho negro e carcomido, as mãos delgadas, pálidas, nervosas, comprimindo-se inquietamente sobre os joelhos como que querendo reter qualquer coisa de fugidio e longinquo. O fato de ganga azul de recluso, contrastava com um certo cunho de elegância das botinas amarelas gaspeadas de verniz preto que calçavam um pé regular e delgado.

De repente interroguei-o:

— Diga-me, como principiou este drama entre si e a snr.a D. Maria Adelaide ?

O Manuel olhou-me com um olhar em que havia sinceridade e tristeza, e contou-me:

— A causa desta afeição, foi a bondade extraordinária desta senhora. Eu nunca vira senhora mais benévola com os seus serviçais, mais cuidadosa e desvelada no seu bem estar. Ela não era uma patrôa, era uma mãe de todos. Nada lhe esquecia para que tudo estivesse nos seus lugares a tempo e a horas.

« Andei por outras casas onde lidei sempre com bons