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Depois, certas conveniências pessoais, políticas, profissionais tomando para septro a máscula propotência e os códigos para arma...
Emfim, não foram V. Ex.a quem errou, foram os símbolos...
Portanto façamos pacto de solidariedade renovadora, derrubando os simbolismos prejudiciais á felicidade comum dos individuos e dos povos.
E para grandes males grandes remédios, para grandes culpas grande contrição.
Á medicina compete entrar em campo novo. Cada clínico deveria ser um apóstolo de principios que curam os males pela raiz. Com a receita paleativa, iria bem um conselho moralista e a indicação de livros que iluminam e transformam.
Atravez do Atlântico, navegado outróra pelas caravelas conquistadoras, nos envia o seu brado de redenção um eminente médico brazileiro, o Dr. Austregesilo, Professor Catedrático de Medicina, que exclama vibrantemente no seu livro « Pequenos Males » ao tratar dos « Erros do Pão e dos Erros do Amôr ».
« Pais, educadores, homens ricos e governantes, lembrai-vos dos nossos erros da adolescência, e procurai infundir no ânimo dos nossos filhos, ou subordinados, o amor á vida, a simpatia à colectividade, á metarfose util dos instintos para que o futuro homem não seja a fera bravia da cidade. Fazei do culto da eugenia, isto é, da boa geração humana, o vosso programa de moral scientifica porque a perfectibilidade absoluta não existe, é um mito, mas as melhoras progressivas da nossa espécie, poderão conduzir a humanidade á relativa fortuna social, e desaparecerá de muitas bôcas a ância da morte como epilogo de esperanças