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E Marános sonhava em dôce encanto,
Sob os olhos da Sombra que o beijavam;
E assim como, no ar, se perde um canto,
Seu espirito vago se perdia...
Da Serra começava a levantar-se
Um crepusculo, um fumo, um nevoeiro...
E um oiro em pó suspenso ia juntar-se
Ás primeiras estrelas: era a Noite.