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Os olhos não mentem, é tempo perdido
Por mais que o repitam, não mentem, sei eu,
Mas linguas da terra só fallam fingido
Tentando dizer-me taes coisas do céu.
Lisboa, 1848.
- Francisco José Pereira Palha.
NO ALBUM D′UMA MENINA.
Tu queres de flores
D’amores
Singello cantar,
Flores d’amores
Não tenho para dar.
No peito guardado
Calado
Um canto sei eu,
D’espinhos e dôres
Que flores d’amores
Já não tenho eu.
E tu que és a rosa
Fermosa.
No mundo a viver;
Não queiras meus cantos
De prantos
De tanto soffrer.