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— Sr. marquêz...

E o marquêz, e o conselheiro, e o commendadôr, aprumavam mais a espinha, aproximavam da aba do chapéu o dêdo indicadôr, e orientavam-se para a Arcada.

 
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A Arcada era a bolsa pública, em que se cotavam as celebridades daquelles tempos. O prólogo das crises políticas, dos sindicatos, e da comédia da alta vída e da alta finança, representava-se na Arcada. O cavallo de bronze, que o reconhecimento público ergueu á memória de Pombal, assistia impassível ao falario dos grupos; as majestades momentâneas subiam ás secretarías e as ondas do Tejo espreguiçavam-se na lama...

E o Semana, e o Domingos, e o Dias Santos, e o Fevereiro, e o Maio, e o Natvidade, e o Cebola, devidamente crismados com titulos vistosos, e transformados agóra em árbitros da coisa pública, guiavam arteiramente as suas combinações pelos escaninhos burocráticos, em que se baralhavam os memoriais e as alpacas, num jogo complicado de trunfos, biscas, tolice e patronato. O jogadôr,