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CARTA IV
A estátua de José Estevam.—Como se fabricavam legisladôres.—Caixeiros e titulares.—O telónio da «Arcada».—Os escaninhos da burocracia.--Cretinos e bongas.—História dos concursos.
Carissimo. — Visitei demoradamente as ruínas de San-Bento, que ficam a meio de uma encosta, quási a cavalleiro da margem, donde partia a velha ponte, de que já te falei.
O monumento, que primeiro se me deparou, foi uma estátua de bronze, derruída e meio coberta de sedimentos argillosos. A estátua representa José Estevam, um legisladôr eloquente, que floresceu no seculo XIX, no tempo em que os homens públicos ainda tinham convicções, sacrificando-se por ellas, e falando sinceramente dos interesses da pátria.
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