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CARTA I [1]

 
Os ermos occidentais.—Um pescadôr de pérolas nas Berlengas. Um cenobita nos Açores.—Recordações de Portugal: Camões, a decadência, a morte.
 

Querido mestre e amigo.—Escrevo-te das ruínas de um castello, a 38°, 42՚ de latitude boreal, e a 160՚, 24՚ de longitude occidental do meridiano de Sidnei.

Aqui foi Lisboa.

Quando me despedi de Sua Omnipotência Russa, norteei a minha bússola, e dirigi-me ao ponto donde te escrevo, convencido de que, na bacia do Tejo, encontraria alguns indígenas, que me auxiliassem nas investigações que me preoccupam. Não

  1. Esta carta occupa no texto o número XIX; mas, publicando só algumas das que se referem a Lisboa, subordino ao meu propósito a numeração das cartas.
     

    (Nota do editôr).