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em toda a parte, foi todavia uma das causas mais determinantes da decadência portuguêsa.

Do século XVI ao século XX, operou-se uma transformação extraordinária na fisiologia portugalense.

Um pernicioso invento de Filippe Nicot levára a sociedade a absorvêr habitualmente fumo de tabaco, que, entre outros effeitos, tinha o de enegrecêr os dentes, fomentar-lhes a cárcoma, e abreviar a vida dentária.

A esta circunstancia acresceu o hábito que muita gente tinha, á similhança dos filólogos, de mordêr nas pedras.

Eram por isso vulgarissimos os dentes sujos e ruías, e as maxilas desdentadas.

D՚ai graves embaraços para a vida orgânica, que, pela deficiente trituração dos alimentos, começou a elanguescêr e a decair, como árvore desfrondada pelo temporal.

Nesta conjuntura, foi-se organizando a família dos dentistas, que se apresentaram como conservadôres e restauradôres da belleza e saúde dentária, e, portanto, como vivificadores do organismo portugalense.