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ritos, por sôbre as nuvens que se recortam na direcção da via láctea.

Por um desdobramento de faculdades visionistas, os espiritistas, sem aliás perdêrem a sua individualidade metafisica, produziram uma segunda família, a dos filólogos.

 
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Segundo os estudos frenológicos de sábios russos, alguns crâneos filológicos, guardados no museu do Krenlim, ostentavam depressões, denunciadoras de uma especial estructura encefálica.

O filólogo português, em obediência ao credo espiritista, procurava a convivência dos mortos, estudava-lhes a linguagem, e subordinava a um sistema único tôdas as velhas linguas do universo. Os próprios mortos espantavam-se da audácia do filólogo, e vingavam-se, convertendo-lhe as noites em pesadêlos horriveis: Homero apparecía-lhe então, mascarado de advérbio, Virgilio tomava a figura de uma vírgula, Shakespeare encaracolava-se numa interjeição, e Juvenal, disfarçado em accento agudo, beliscava as orêlhas do filólogo.