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E, como êste, muitos casos, que por brevidade omitto.»—

 
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Já agora, não farei ponto na epístola de hôje, sem te dar conta de um dos mais interessantes documentos da livraria arqueológica de Reliquiano, documento religiosamente conservado num cofre de cédro, graças ao prestígio, de que certamente gozou o nôme de quem escreveu o precioso trabalho.

A obra, escrita no idioma luso-franco-anglo-russo, remonta ao primeiro ou segundo quartél do século XX, e foi escrita, sob o título de Historia filosófica da decadencia portuguêsa, por um filósofo coimbrão, Simpliciano Cozêlhas, desterrado na Sibéria.

Fastidioso e longo sería, se não impossível, dar-te miúda relação dos factos registados por Cozêlhas, e da filosofia com que os glósa.

Referir-me-ei simplesmente ao que de mais notável, ou de mais curioso, se me depara na História filosófica.

 
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Refere Simpliciano que, assim como em