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O protagonista da lenda, consoante o indicam as expressões baraço e cutelo, foi senhôr de grande valia, governadôr ou cônsul, no país lusitano, ou em parte dêlle.

A sua ascensão ao fastígio do podêr fôra precedida de grandes sinais e vaticínios.

Predominava naquêlles tempos uma seita, .interamente desconhecida nos tempos. anteriôres.

Era a seita dos nefelibatas.

E՚ difficil reconstruír hôje com exactidão. a história da seita, os seus principios e os seus dogmas. Parece porém que herdára alguma coisa do budismo asiático. Os seus adeptos entregavam-se a misteriosas contemplações, e, nos momentos de êxtase, pairavam em espírito sôbre as nuvens do Tejo e de Cacilhas...

Quando a pátria se afundava nos tremedais da depravação e da anarquia, chamou de Cacilhas Emilio-o-Justo, para que sustivesse a onda turva, que alagava a Baixa e o cavallo de bronze.

E, quando o bote de Emilio-o-Justo, também cognominado o Brando, abicou ao So-