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A DANSA DOS OSSOS
I
A noite, limpida e calma, tinha succedido a a uma tarde de pavorosa tormenta, mas profundas e vastas florestas que bordão as margens do Parnahyba, nos limites entre as provincias de Minas e de Goyaz.
Eu viajava por esses lugares, e acabava de chegar a porto, ou recebedoria, que ha entre as duas provincias. Antes de entrar na matta, a tempestade tinha-me sorprehendido nas vastas e risonhas campinhas que se estendem até a pequena cidade de Catalão, donde eu havia partido.
Serião nove a dez horas da noite; junto a um fogo acceso defronte da porta da pequena casa da recebedoria, estava eu, com mais algumas pessoas, aquecendo os membros resfriados pelo
terrivel banho que a meu pezar tomara. A
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