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—Senhoras, diria porventura ella, um sultão que não faz uso do seu harem, por amor de uma só mulher, póde ser um bom marido, mas é com certeza um detestavel sultão.

Longos e repetidos apoiados.

—Se Muley Hassan está apaixonado, mande-nos embora, e case. Que fique fazendo uma vidinha santa com a sua querida mulhersinha e os seus meninos; que saia a passeio com a madama pelo braço; que vá orar á mesquita com ella e que, inclusivamente, pegue nos pequenos ao collo servindo de ama sêcca...

Hilaridade geral.

—Mas que seja para nós ama sêcca, como o poderia ser para os seus meninos, não se admitte.

Novos e prolongados applausos.

—Porque a verdade, senhoras, é que nós somos de carne e osso como a favorita, e que o sultão não chega senão para marido...

Uma voz, com sobresalto:

—Silencio!

—O que é?

—Parece-me que vai passando no corredor a ronda dos eunuchos...

A oradora, intrepidamente:

—Deixal-os! Não ha nada que eu repute n'este mundo tão insignificante como um eunucho.

Interrupção:

—Ainda ha alguma coisa mais insignificante talvez.