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CAPITULO VI

Ainda a Mão

 

— TIVE um sonho horrivel, disse no dia seguinte Narizinho, logo que todos se reuniram em redor de dona Benta. Sonhei com uma infinidade de forcas com cadaveres pendurados, que o vento balançava...

— E eu sonhei com Tamerlão, aquele terrivel conquistador tartaro, ajuntou Pedrinho.

Dona Benta riu-se.

— Você, minha filha, sonhou com a Justiça Humana, e Pedrinho sonhou com o Heroi na forma em que a humanidade mais o venera e admira. Os cadaveres pendurados das forcas eram de pobres degenerados que pelo impulso irresistivel da sua degenerescencia furtaram ou mataram. Se tivessem saqueado um país inteiro, e matado milhões de criaturas, em vez de estarem nas forcas estariam na Gloria, babosamente admirados pelo mundo.

Mas deixemos de lado as filosofias tristes. Continuemos a ver o que tem saido da mão do homem. Já observei que uma das primeiras artes que a mão aprendeu foi esmagar coisas com o auxilio de pedras. Pois disto vieram grandes desenvolvimentos.

A vida do bicho-homem naqueles tempos era muito incerta. O fato de viver da caça punha-o na dependencia dos animais existentes numa certa zona. Se os animais escasseavam, sobrevinha a fome e muitos homens morriam. Daí o