Página:Historia das invenções.pdf/48

Esta página foi revisada, mas ainda precisa ser validada

CAPITULO IV

 

— POIS é isso, começou dona Benta no dia seguinte. Da pele que um peludo bicho-homem usou pela primeira vez sairam todos os maravilhosos tecidos com que nos vestimos hoje, e do primeiro abrigo de pau tosco e ramos sairam todas as casas modernas, inclusive aquele arranha-ceu que vocês tanto admiraram em New York.

— O Empire State Building! exclamou Pedrinho, com os olhos brilhantes. Que colosso, vóvó! Trezentos e oitenta metros de altura! Quando parei diante dele e vi aquela imensidade que subia para o ceu, senti um arrepio na pele. Um orgulho! O orgulho de ser homem, de pertencer á mesma especie dos que haviam construido o colosso...

— Pois o Empire começou da maneira mais modesta. Sem aquele primeiro passo que foi a miseravel cabana de pau tosco e palha, imaginada pelos peludos para substituir a caverna de mau cheiro, não teriamos esse assombro do arranha-ceu, que de fato, como diz Pedrinho, nos causa arrepios de orgulho. Mas chega de Pele. Hoje vamos tratar da Mão. Quem sabe o que é mão?

— E՚ isto! respondeu Emilia espichando a munheca — e os outros puseram-se a olhar para as suas como se as estivessem vendo pela primeira vez. Só notaram uma coisa: que estavam bem sujinhas...

— A mão, explicou dona Benta, é a evolução duma pata dianteira. Todos os quadrupedes possuem patas dianteiras que empregam para andar e tambem para fazer muito desa-