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CAPITULO II
Da Pele ao Arranha-ceu
NO serão do dia seguinte dona Benta continuou:
— Meu filhos, todas as invenções humanas têm um objetivo comum: poupar esforço, fazer as coisas com o minimo trabalho possivel. Desse modo o prazer do homem aumenta, porque o esforço é sempre desagradavel. Se eu posso levar aquela pedra dali da porteira até a casa do compadre com um esforço igual a 10, meu prazer se torna dez vezes maior do que se eu tivesse de leva-la fazendo um esforço igual a 100. Isto é claro como a agua do pote.
Daí vem dizer-se que a Lei do Menor Esforço é a lei que rege o progresso humano. No começo o homem tinha de fazer tudo unicamente com a força dos seus musculos, e o esforço era penosissimo, era doloroso. Progresso quer dizer isso: fazer as coisas cada vez com menor esforço e, portanto, cada vez com maior prazer. E para libertar-se do esforço o homem foi aumentando a sua eficiencia.
— Como?
— Pelo aperfeiçoamento, pelo desenvolvimento das suas faculdades naturais, isto é, da faculdade de falar, de andar, de ouvir, de enxergar. Se eu dobro a força dos meus olhos com um invento qualquer (com um vidro de aumento, por exemplo), estou aumentando a eficiencia, ou o poder dos meus olhos. Se multiplico a minha capacidade de andar usando o trem ou o automovel, aumento a eficiencia dos meus pés. De modo que todos os progressos humanos não passam