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CAPITULO X

O Pé que Voa: o Avião

 

NO dia seguinte dona Benta continuou a falar das invenções que vieram substituir o pé humano na função de caminhar. Antes disso referiu-se a inumeras invenções menores que nasceram das grandes, como os ramos nascem do tronco da arvore.

— O que ha de invençõezinhas numa locomotiva, nos carros que ela puxa e nos trilhos sobre os quais corre não tem conta. O apito da maquina; os sinais de aviso á beira da linha; os "jacarés" ou entrecruzamentos de trilhos; os freios pneumaticos que travam o trem com a força do ar comprimido; o carro-salão, o carro-restaurante, o carro-dormitorio... Se todas essas invenções fossem mencionadas dariam para encher um livro.

A mesma coisa nos navios. A invenção do leme, da ancora, da helice, da bussola... A bussola foi de tremendas consequencias, porque permite aos navegadores orientarem-se com a maior exatidão, qualquer que seja o estado do tempo. Antes da bussola eles só podiam guiar-se pelo sol ou pelas estrelas, o que os punha atrapalhados nos dias de ceu encoberto.

Por fim veio o navio a vapor, que resolveu da maneira mais completa o problema da navegação. O homem não ficava mais na dependencia do capricho do vento. Houvesse ou não vento, o navio caminhava do mesmo modo. Só en-