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a espada de seu pai, por isso que elle tambem havia commandado os exercitos da republica; era aquelle menino Eugenio Beauharnais. Annuio Bonaparte á sua supplica e tratou-o com muita bondade. Voltando para casa fez Eugenio Beauharnais um grande elogio da bondade do general, e sua māi assentou que era de seu dever fazer-lhe uma visita, para lhe dar os devidos agradecimentos. Madama de Beauharnais, que entāo ainda era moça, certo que dispondo-se para a visita, nāo se lembrou de occultar a perfeiçāo e graça que a distinguiāo de outras muitas nas mais brilhantes sociedades, assim que ellas fizerāo uma profunda impressão n՚alma de Bonaparte, o qual tratou de atar o fio a uma relaçāo que começára por um mero acaso, e ia passar todos os serões em casa de Josephina. Ali se ajuntavāo alguns cortezāos, reliquias da antiga aristocracia, e faziāo assaz boa soeiedade com o pequeno Bombardeador, appellido com que por affectaçāo costumavāo assignalál-o. Quando as visitas se retiravāo, algumas pessoas que tinhāo mais intimidade com Madama de Beauharnais, como erão M. de Montesquiou, homem já bem adiantado em annos, e o duque de Nivernais, se deixavāo ficar para praticarem em particular, e fallarem sem que ninguem os ouvisse, da antiga côrte, e passarem em revista a côrte de Versalhes. Parecer-nos-ia actualmente cousa na verdade bem estranha que e vencedor de Vendemiaire se achasse em companhia d՚aquelles veteranos do palacio de Versalhes e das Tuilerias, se nāo soubessemos o quanto elle ao