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capitulo ii.
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que deviāo perder as esperanças de sujeitál-o ao jugo do arbitrario e da perseguiçāo, sem experimentar da parte d՚elle uma longa e porfiada resistencia. Escutando pois os conselhos da prudencia, e conciliando-os com os murmurios do amor proprio, Albitte e Salicetti, entendendo-se com o general Dumerbion, revogárāo provisoriamente a decisāo que haviāo tomado, e pronunciárāo a soltura do general Bonaparte, cujos conhecimentos militares e locaes, diziāo os mencionados representantes, podiāo ser de utilidade para a republica.

Nestes entrementes aconteceo entregarem os reactores do mez de Thermidor a direcçāo da commissāo militar a um capitão d՚artilharia chamado Aubry, de sorte que teve Bonaparte de largar a arma em que até entāo servíra, sendo nomeado para ir militar na Vendée na qualidade de general d՚infantaria.

Indignado d՚esta mudança d՚arma que era na verdade indecorosa, e nāo se sentindo com disposiçāo para consagrar os seus talentos a uma guerra que do coraçāo aborrecia, logo que chegou a Pariz tratou Bonaparte de fazer as suas reclamações perante a commissāo militar, e expressou-se com bastante vehemencia e liberdade. Porêm Aubry, sem attendêl-as, lhe disse que, sendo elle moço, devia dar a dianteira aos que erāo mais velhos; ao que Bonaparte replicou que em breve tempo se fazia a gente velha guerreando, como elle acabava de fazer. Fazia Bonaparte allusāo ao

presidente da commissāo que nāo tinha ainda estado

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