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capitulo i.
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tava acostumado a venerar desde a infancia, e tomando o commando da guarda nacional combateo quanto pôde contra o mesmo ancião que até entāo havia respeitado e admirado.

Ficando a facçāo ingleza com a melhoria, e o seu triumpho tendo sido acompanhado do incendio d՚Ajaccio, a familia de Bonaparte, cuja casa havia sido pasto das chammas, acolheo-se á França e foi residir em Marselha. Pouco tempo se demorou Bonaparte naquella cidade, deo-se pressa em partir para Pariz, onde os acontecimentos se succediāo com tal rapidez e violencia, que a cada dia, e a cada hora se manifestava uma nova crise.

O meio dia da França havia arvorado a bandeira do federalismo, e Toulon tinha cahido em poder dos Inglezes por traiçāo. Para remediar estes desastres havia a convençāo confiado ao general Cartaux a difficil missāo de reduzir á obediencia da republica aquella cidade, e de castigar com a possivel brevidade os rebeldes e os traidores.

Entrando este general victorioso em Marselha , tratou-se logo do sitio de Toulon ; para cuja empresa foi Napoleāo mandado na qualidade de commandante da artilharia. Nessa occasiāo publicou elle um opusculo de que se nāo faz mençāo no Memorial de Santa-Helena, e que assentamos deviamos mencionar, por isso que alêm de M. de Bourienne haver expressamente affirmado que Bonaparte lhe fizera presente d՚um exemplar, o sobredito escripto encerra opiniōes como as que nesse tempo devia de ter um pa-