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capitulo i
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commandavāo em Corsega, de Marbœuf e de Narbonne Pelet.

Tinha o ultimo d՚estes generaes grande credito e valimento na Côrte, o que nāo obstante, nāo fôrāo as suas reclamações attendidas, por serem victoriosamente refutadas pela autoridade e franqueza de Carlos Bonaparte, o qual advogou eloquentemente por M. de Marbœuf, por entender que assim o requeriāo a verdade e a justiça.

Tal foi o unico e verdadeiro motivo da protecçāo, que d՚entāo em diante este fidalgo concedeo á familia de Bonaparte.

Era Napoleāo o segundo dos filhos de Carlos Bonaparte, e sem embargo d՚esta particularidade, era considerado, e obedecido como se fôra o primogenito, titulo que lhe havia dado, estando para morrer, o arcediago Luciano, seu tio, irmāo de seu avô, protector e arrimo de toda a familia, recommendando a José, que era o mais velho, de sempre o ter presente na lembrança ; de sorte que ao depois dizia Napoleāo, fallando d՚esta particularidade, que havia sido uma verdadeira desherdaçāo, uma scena em tudo parecida com a de Jacob e Esaú.

D՚esta extraordinaria distincçāo foi Bonaparte merecedor por ser d՚um genio grave e reflectido, e d՚um juizo sāo, e pelo alto descortino, de que logo ao sair da adolescencia, havia dado mostras.

Entrando em 1777 na escola militar de Brienne entregou-se Napoleāo aos estudos, e com especialidade ao da historia, da geographia e das sciencias