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XXVI

Fui indo sempre de mal a peor. Tive a impressão de que me achava doente, muito doente. Fastio, uma inquietação constante e raiva. Ma­gdalena, Padilha, d . Gloria, que trempe! O meu desejo era pegar Magdalena e dar-lhe pancada até no ceo da boca. Pancada em d. Gloria tam­bém, que tinha gasto annos trabalhando como cavallo de matuto para criar aquella cobrinha.
Os factos mais insignificantes avultaram em demasia. Um gesto, uma palavra á toa logo me despertavam suspeitas.
Mulher de escola normal! O Silveira me ti­nha prevenido, indirectamente. Agora era aguen­tar as consequências da topada, para não ser besta.
Aguentar! Ora aguentar! Eu ia lá continuar a aguentar semelhante desgraça? O que me falta­va era uma prova; entrar no quarto de supetão e vel-a na cama com outro.
Atormentava-me a idéa de surprehendel-a. Comecei a mexer-lhe nas malas, nos livros, e a