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XXIII

Era domingo, de tarde, e eu voltava do deseuroçador e da serraria, onde tinha estado a aren­gar com o machinista. Um volante empenado e um dynamo que emperrava. O homem promettera en­direitar tudo em dois dias. Contratempo. Montes de madeira, algodão enchendo os paioes.
— Desleixados.
A ’ beira do riacho, topei a velha Margarida sentada numa pedra, lavando as cannelas finas como gravetos.
— Boa tarde, mãe Margarida.
— Louvado seja Nosso Senhor Jesus Christo, respondeu a negra procurando reconhecer-me com 0 nariz e com a orelha.
Descobriu-me entre cheiros e ruidos:
— Ahn!
— Como vai isso, mãe Margarida? A saude?
— Aqui vamos dando, meu filho. Melhor do que mereço a Deus, disse a velha enxugando na saia de riscado os cambitos das pernas.
— Falta alguma coisa lá no rancho?