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Cadaver em putrefacção
Recordas, meu amor, ainda horrorizada,
O animal nojento
Que um dia de verão encontramos na estrada,
Já podre e fedorento?
De pernas para o ar, como mulher viciosa
Ardente de paixões,
Deixava a descoberto a barriga asquerosa,
Prenhe de exalações..