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Lirio tão bello — decepado ha pouco
Por impia fouce d’afiado gume!
Tão rijo marmor recebia ufano —
De pet’las merencorias e mimosas
Mui dôce orvalho — nas sentidas lagrimas,
Da donzella gentil — nos sempre bellos —
Tristes, languidos olhos macerados!
III.
Dez annos se passaram
Novas delles não constou —
Uns negam — outros affirmam
Que o Donzel já se finou.
Que um Cavalleiro sem nome
De uma noite entre o negror —
Cruelmente o assassinara
Com ferreo braço e traidor! —
E a dama — seus dias
Tão cheios de dór —
N’um claustro os rendera
P’ra sempre ao Senhor! —
