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vértice do frontão, entre andorinhas que esvoaçavam...

No interior, de paredes brancas, abertas, ao alto, em persianas, só havia, ao centro uma mesa funérea sobre a qual descansamos o caixão.

O pastor, um homem pálido, de barba negra e óculos, esperava-o, revestido duma capa branca, de largas mangas, a estóla negra ao braço, o livro entre os dedos.

Chegou-se ao esquife e pôs-se a ler maquinalmente numa voz que esmorecia, quase apagava-se, para crescer, de improviso, em tom ríspido, imperativo como se ele intimasse a divindade a receber a alma que consignava.

Não era uma prece, mais parecia uma transação com o Além, em que se sentia o negociante a gabar a mercadoria, a exalta-la, cedendo-a, por fim, com as caramunhas aborrecidas do que dá por menos do que pretende. Fechou o livro, pôs-se em marcha.

Seguimo-lo com o leve esquife, levando-a