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DA MINHA ALMA.
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Tu, porem, que ver não pódes
Esse quadro encantador,
Que debuxado parece
Por mão do travesso Amor,

Imagina-o, si podéres;
Que, depois de o imaginar,
Juro que has de um idólatra
Dos postiguinhos ficar.


15 de Janeiro 1852.