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650 DOM JOAO VI NO BRAZIL

roso Meu coragao encerra todas as disposigoes para

sentir vivamente as scenas que por assim dizer me cercam, para deplorar a incapacidade dos generaes que tao mal ser- vem o Rei d Hespanha e o desatino dos seus subditos que o atraigoam. Nao posso tambem ver sem a mafs forte indigna- gao que a Corte do Brazil tao ternamente unida ao Rei Fer nando pelos lagos mais sagrados, esquecendo sua propria dignidade e mesmo seus verdadeiros interesses, queira apro- veitar-se de um momento calamitoso; e o cumulo da loucura d uma ambigao injusta e irreflectida" (i).

A mediagao das grandes potencias, exercendo-se mesmo no sentido de uma reconciliacao entre a Hespanha e suas colonias em via de emancipagao, nao podia ser unanime por- que nao era generosa: dictavam-na, apressando ou retar- dando sua acgao, interesses diversos. Si a Inglaterra nao sorria a extensao do poderio portuguez na America, tam- pouco Ihe havia de por identico motivo agradar a pacificagao das possessoes hespanholas mediante o restabelecimento da auctoridade da metropole. Tanto assim pensavam as demais potencias mediadoras, que aconselhavam o gabinete de Madrid de, no caso de Montevideo, accelerar as negociagoes directas com a corte do Rio sob a egide da Santa Allianga, pois de outra forma daria talvez ensejo ao governo britannico de entravar essa composigao.

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A Inglaterra, sob a capa da neutralidade, tinha esta- belecido relagoes com todas as colonias revoltadas, e si taes relagoes nao eram ainda politicas, de facto acarretavam as mesmas vantagens. Os commandantes dos navios de guerra

��(1) Officio <3e 19 de Abril de 1817.

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