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DOM JOAO VI NO BRAZIL 889

ao exercito, dous regimentos estrangeiros. Era em merce naries suissos, os fieis Suissos do 10 de Agosto, que pensava o Rei, em razao da grande difficuldade que no Brazil offere- cia o preenchimento dos effectives militares.

Apezar de moribundo, foi Barca, o suspeito jacobino, o brago da reacgao de que era o monarcha a c.abeca; dando impulse a tudo, ao mesmo tempo que simulava indifferenga pela sublevacao e apparentava confianca extrema na esta- bilidade do throno. "O conde, escrevia Maler, tudo disfarga, affectando tratar a cousa como um acto de loucura."

Tinha pois sobeja razao o eloquente academico de Por tugal quando exclamava no Pago da cidade, reflectindo o pensar de tantos e alludindo a abertura dos portos, a ele- vagao do Brazil a Reino, a exclusao da Inquisigao, a poli- tica liberal para com os exploradores scientificos, os artistas e os colonos, a conquista da Cisplatina e as promessas offi- ciaes de abolicao do trafico de escravos: "As geragoes futuras admirarao a sabia e liberal politica, com que V. M. fran- queando o commercio d esta riquissirr.a porgao do Novo Mundo a todos os povos civilizados, abriu para os seus habitantes a fonte mais caudal de riqueza e prosperidade: a justica com que egualando em tudo e por tudo a sorte de seus vassallos, nas quatro partes do globo que habitamos, e elevando o Brazil a dignidade de reino, poz termo a fu- nesta rivalidade que existia entre os portuguezes america- nos, e os portuguezes europeus : a prudencia com que cerrou a entrada do novo e ainda mal povoado reino a uma antiga instituic.ao, que a piedade de um dos seus augustos pre- decessores havia admittido nos seus dominios da Europa e da Asia; mas que sendo olhada com horror pela maior parte dos governos, e dos homens alumiados, seria um gravis-

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