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glaterra ia restituir o valimento. A’ pergunta de Junot sobre as razões do embarque da côrte e á sua estranheza da desconfiança que semelhante acto denunciava, Dom João haveria respondido que não podia deixar de nutrir desconfianças de quem assim mandava invadir o seu paiz, e encarregado Junot de declarar ao Imperador dos Francezes que o Regente de Portugal desdenhava a alliança ambiciosa e a protecção traiçoeira d’aquelle que não trepidava em duramente qualificar de dishonourable man (a expressão fica em inglez porque corre exclusivamente por conta do conde Thomas O’Neill).
A esquadra britannica esperava fóra da barra afim de comboiar a esquadra nacional, e de muito lhe valeu no temporal que logo á sahida do porto momentaneamente a dispersou. Serenado o mar, os Inglezes forneceram os navios portuguezes do muito indispensavel que ainda lhes faltava; executaram-se alguns reparos urgentes de avarias causadas pela borrasca; destacou-se para Inglaterra uma das naus por incapaz, indo no seu lugar a Martim de Freitas e acompanhando aquella a chalupa Confiance, commandante Yeo, despachada pelo almirante para levar ao governo britannico as noticias da partida [1].
Lord Strangford acompanhou a frota anglo-lusa até o dia 5 de Dezembro, na altura entre Madeira e Açores, voltando então para Inglaterra, donde pouco depois embarcaria directamente para o Rio de Janeiro. Tambem sir Sidney Smith sómente partiria mais tarde, a 13 de Março no Foudroyant, seguido pelo Agamemnon, chegando ao Rio a 17 de Maio de 1808.
- ↑ Memoirs of Admiral Sir Sidney Smith, etc.