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estréa e, como de estréa, devem ser desculpaveis pequenos defeitos, naturaes de quem começa.

Francisco Amyntas de Carvalho Moura - Natural da provincia, hoje Estado de Pernambuco, e bacharel em sciencias sociaes e juridicas, formado pela faculdade do Recife em 1861, é administrador do consulado do mesmo Estado e foi governador do Rio Grande do Norte, nomeado pelo ministerio do Barão de Lucena. Escreveu:

  • Ensaios economicos e apreciações praticas sobre o estado financeiro do Brazil. Rio de Janeiro, 1885.
  • Estudo sobre o meio circulante. Rio de Janeiro, 1888.
  • A republicanisação do Brazil perante a historia. Recife, 1891

É uma reproducção de artigos publicados no Diario de Pernambuco sob o pseudonymo de Ignotus civis.

Francisco Antonio de Almeida - Filho do coronel Francisco Antonio de Almeida, doutor em sciencias physicas e mathematicas e cavalleiro da ordem da Rosa, regeu interinamente a segunda cadeira do curso de minas da escola polytechnica; viajou pela Europa e, a convite do governo imperial, foi addido á commissão do governo francez encarregada de observar a passagem de Venus no Japão em 1874. Exercia o cargo de director do Diario Official e delle foi exonerado, quando o general Deodoro deixou a presidencia da Republica; depois, accusado de entrar na conspiração de 10 de abril de 1892, foi preso e recolhido á fortaleza de S. João.[1] Escreveu:

  • Noticia sobre as minas de ferro de Jacupiranguinha e bases de um projecto de exploração: memoria apresentada a S. Ex. o Sr. Visconde do Rio Branco, director da escola polytechnica. Rio de Janeiro, 1878, 40 pags. in-8°.
  • A paralaxe do sol e as passagens de Venus, acompanhadas de uma carta para a passagem do mesmo planeta a 6 de dezembro de 1882, que será visto no Brazil; organizada para o meridiano do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1878.
  • Da França ao Japão: narração de viagem e descripção historica, usos e costumes dos habitantes da China, do Japão e de outros paizes da Asia. Rio de Janeiro, 1879, 236 pags. in·4°- Este livro é nitidamente impresso, illustrado com varias estampas, precedido do retrato do autor e tem no fim a
  • Carta do imperio do Japão, organizada segundo documentos officiaes. Rio de Janeiro, 1878.
  • A federação e a monarchia.[2] Rio de Janeiro, 1889.

  1. De acordo com o Jornal do Commercio, Almeida foi preso no Forte de Villegagnon.
  2. Sacramento Blake registra a obra como "A federação e a república", mas o cujo título correto é "A federação e a Monarquia", tal como registrado no periódico A Epocha, de 16 de novembro 1889, e no acervo da Biblioteca Nacional.