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sua provincia; foi della presidente e representou-a muitas vezes em sua assembléa e na assembléa geral legislativa de 1857 a 1864. Era orador fecundo e habil, e commendador da ordem da Rosa.

Escreveu, alem de diversos relatorios:

Eleição do 3° districto da provincia da Bahia, por Alvaro Tiberio de Moncorvo e Lima. Bahia, 1857, 102 pags. in-4.º

Discurso pronunciado pelo doutor Alvaro Tiberio de Moncorvo e Lima, deputado á assembléa geral legislativa pelo 1º districto da capital da provincia da Bahia, na sessão de 22 de agosto de 1861. Bahia, 1861,38 pags. in-4.º

D. Amalia dos Passos Figueirôa — Nasceu na cidadede Porto-Alegre, capital da provincia de S. Pedro do Rio Grande do Sul, a 31 de agosto de 1846, e falleceu a 24 de setembro de 1875.

Parece-me que não foi muito apurada sua educação litteraria; mas dando-se desde muito criança ao cultivo da poesia, mostrou depois grande talento, unido a um verdadeiro sentimento poetico.

Escreveu:

Crepusculos: poesias. Porto-Alegre, 1872 — Acha-se neste livro um juizo critico, escripto pelo litterato Rio-grandense Apolinario Porto-Alegre. A revista Novo mundo, dando noticia deste livro, no tomo 3º e pagina 92, acha em seus versos um lyrismo mui doce, mas muita imprecação sombria. E’ tambem o que pensa aquelle critico.

« Não desejaria, diz elle, vel-a tão descrente, como na poesia No dia de meus annos. Aquillo afflige.

« Deveria surgir para os escriptores de nossa terra, como a velleda inspirada da nova geração; como o archanjo do futuro; como a consubstanciação luminosa das novas idéas, da nová crença, que baloiça nas fimbrias de não muito remoto horisonte. Allumiaria então a senda a percorrer-se…

« Queria vel-a a prophetisa de um novo periodo, mais proprio ao movimento actual — disse elle mais adiante — mas é opinião que não tira nada do valor que têm suas apreciaveis producções. »

Ainda hoje dona Amalia Figueirôa é a mimosa, mas triste inspiradora de muitas composições poeticas; e ainda hoje se publicam em avulso composições de sua lavra, como:

Luz: poesia em oitava rima — que vem no Almanak das senhoras para 1882. Lisboa, pags. 204 e 205.

As duas estrellas: poesia em oitava rima — Idem, pags. 165 e 166.

Amando Gentil — Filho do Antonio Gentil Ibirapitanga Pimentel, de quem se faz menção neste volume, nasceu na capital da provincia da Bahia, e ahi exerce um logar no funccionalismo publico de fazenda.