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universidade de Coimbra por lhe serem sequestrados pela fazenda real todos os bens que herdara de seu avó.

Nomeado alferes de milicias e director, dos indios de Oeiras, foi mais tarde nomeado capitão de caçadores e escrivão da nova alfandega, logar — de que foi exonerado por calumuias e perseguições, de que foi victima, pelo simples facto de ser amigo particular do juiz de fóra Luiz Joaquim Frota de Almeida, que com o bispo e o governador vivia em discordia. O con le dos Arcos, porém, inteirado, quando assumiu o governo, da injustiça, que soffrera Bento Tenreiro, deu-lhe o logar de escrivão da mesa grande do Pará, no qual foi confirmado pelo principe regente, dom João. Litterato e poeta, escreveu muitas composições, das quaes publicou algumas e as outras deixou manuscriptas. Dellas posso mencionar:

Melizo : idyllio feito ao illustrissimo senhor Martinho de Souza e Albuquerque, governador e capitão general do estado do Para. Lisboa, 1789, 10 pags. in-4.°

Ode horaciana ao governador e capitão general Martinho de Souza e Albuquerque — « onde, diz seu biographo o conego Januario da Cunha Barboza, a gratidão, de mãos dadas com a verdade, expressa louvores em sublime phrase. »

Soneto á promoção do illustrissimo e excellentissimo senhor dom Francisco de Souza Coitinho, governador e capitão general do Pará, a capitão de guerra por decreto de 15 de fevereiro de 1793 — Sahiu avulso sem indicação do logar e anno.

Oração ou breve discurso feito por occasião do felicissimo nascimento da serenissima princeza, dona Maria Izabel, infanta de Portugal. Lisboa, 1807, 26 pags. in-4.°

Soneto a mamelluca Maria Barbara, cazada com um soldado do regimento de Macapá, a qual prefiriu a morte ao adulterio, a que vil assassino queria forçal-a no caminho da ponte do Marco — Vem com sua biographia na Revista trimensal do instituto, n'outras revistas, e obras como o livro Brazileiras celebres.

Obras poeticas de Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha que ao senhor dom Pedro II, Imperador do Brazil, dedica e consagra João Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha. Pará, 1850 — Desta publicação posthuma, feita por um filho do autor, transcreveu o Visconde de Porto Seguro no seu Florileqio da poesia brazileira as seguintes:

Ode ao general Manoel da Gama Lobo de Almeida — No tomo 3°, pags. 7 a 20.

Ode ao senhor João de Mello Lobo, quando naufragou nos baixios da Tijuca ao entrar no Pará — Idem, pags. 20 a 22. Deste autor acham-se ainda ineditos:

Dramas, idyllios, odes e outras composições poeticas, disçursos allegorias dramaticas.