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modo algum arredar de casa um homem tão distincto.

Estas palavras de Magdalena não valião cousa alguma, nem mesmo como desculpa, porque a desculpa é fraquissima.

Estevão comprehendeu logo que havia algum motivo occulto.

Seria o amor?

Estevão pensou que era, e doeu-se, porque, apezar de tudo, sonhára uma paixão mais reservada e menos precipitada. Não queria, embora lhe agradasse, ser objecto d’aquella preferencia; e mais que tudo achava-se embaraçadissimo diante de uma mulher a quem começava a amar, e que talvez o amasse. Que lhe diria? Era a primeira vez que o medico achava-se em taes apuros. Ha toda a razão para suppôr que Estêvão n’aquelle momento preferia estar cem leguas distante, e comtudo, longe que estivesse pensaria n’ella.

Magdalena era excessivamente bella, embora mostrasse no rosto signaes de longo soffrimento. Era alta, cheia, tinha um bellissimo collo, magnificos braços, olhos castanhos e grandes, boca feita para ninho de amores.

N’aquelle momento trajava um vestido preto.

A côr preta ia-lhe muito bem.

Estevão contemplava aquella figura com amor e