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II. Concepções polytheistas (Das Sociedades rudimentaes, apparecendo desenvolvidas nas Civilisações semiticas e áricas):
| Do Sol, da Aurora e da Noite. | ||||
| a) | Mythos antropomorphicos: | Contos | Do Céo, das Nuvens e das Estrellas. | |
| Comparação por analogia: | Dos Dias e dos Crepusculos. | |||
| 1.º — Domestica (Enigmas). | ||||
| 2.º — Nacional (Epopêa). | ||||
| 3.º — Sacerdotal (Theogonia). | ||||
| O Sol hibernal e estival, | ||||
| ou o Joven heroe que | ||||
| morre e ressuscita. | ||||
| b) | Mythos antropopathicos: | Epopêa | (Achilles, Sigurd.) | |
| A Primavera, ou a dozella | ||||
| raptada. (Sila, Helena.) |
III. Concepcões monotheistas (Das sociedades superiores em que preponderam as ideias abstractas):
| O Principe, A Donzella, | |||||
| a) | Obliteração dos themas mythicos: | Fabula. | A Velha, O Thesouro, | ||
| entre o povo. | O Lobo, O Ogre. | ||||
| b) | Renovação pelas fórmas litterarias: | Novellas e Lendas. | |||
| c) | Mythificação racional na comparação | ||||
| por plausibilidade: | Exemplos e Parabolas. |
Quando começou o estudo dos contos, por Huet, Sylvestre de Sacy e Loiseleur des Longchamps, consideraram-se geralmente de proveniencia oriental. Benfey e Max Müller fixaram no Pantchatantra este vehiculo de transmissão para o Oriente e Occidente, e os contos foram considerados de origem árica. Chegados a este ponto, era pela unidade dos mythos áricos nos povos indo-europeus, gregos, romanos, celtas, teutonicos e slavos, que se explicava a similaridade dos contos populares entre as varias nações da Europa. Os contos foram considerados como a decadencia de mythos que perderam o