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A ONDA VERDE

 

Quem viaja pelos sertões do noroéste paulista se vê empolgado pelo espectaculo maravilhoso da preamar do café. A onda verde nasceu humilima em terras fluminenses. Tomou vulto, desbordou para São Paulo e aqui. fraldejando a Mantiqueira, veio morrer, detida pela frialdade do clima, á orilha da Paulicéa.

Mas não parou. Transpoz o baixadão geento e foi espraiar-se em Campinas.

Ahi começa mestre Café a perceber que estava em casa. Corredor de mundo, viajante exotico vindo d՚Arabia ou d՚Africa [1], provára pelo caminho todos os massapés e sondára todos os climas. Franzia o nariz, porém. Veio sorrir alli, ao pisar esse Oasis do Rubidio que é o Oéste paulista, onde arranchou de vez, para sempre, em sua casa.

Repete-se, então, o movimento bandeirante de outróra. Attrahe o homem aventureiro, não mais o ouro dissimulado em palhetas no seio da terra, mas o ouro annual das bagas vermelhas que se derriçam em balaios.

A região era todo um mattaréo virgem de majestosa belleza.

Rasgara-a a facão o bandeirante antigo, por meio de picadas; o bandeirante moderno, machado ao hom-

  1. Ha duvidas, si o café é originario da Africa ou da Arabia.