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J. de Alencar

Desde então não se representava uma só vez esta opera em que eu não fosse ao theatro, ao menos para ter o prazer de ouvil-a repetir.

Á principio, por uma intuição natural, julguei que ella devia, como eu, admirar essa sublime harmonia de Verdi, que devia tambem ir sempre ao theatro.

O meu binoculo examinava todos os camarotes com uma attenção meticulosa; via moças bonitas ou feias, mas nenhuma d’ellas me fazia palpitar o coração.

Entrando uma vez no theatro e passando a minha revista costumada, descobri finalmente na terceira ordem sua mãi, a minha estrella, o fio de Ariadne que me podia guiar n’este labyrintho de duvidas.

A velha estava só na frente do camarote, e de vez em quando voltava-se para trocar uma palavra com alguem, sentado no fundo.