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POEMA EPICO. CANTO VII.
209

XLII.


As aſſucenas são talvez fragrantes,
Como as noſſas na folha organizadas;
Algumas no candor luſtrão brilhantes,
Outras na côr reluzem nacaradas.
Os bredos namorados rutilantes,
As flores de Courana celebradas;
E outras ſem conto pelo prado immenſo,
Que deixão quem as vê, como fuſpenſo.

XLIII.


Das frutas do Paiz a mais louvada
He o Regio Ananas, fruta tão boa,
Que a meſma Natureza namorada
Quiz como a Rei cingilla da coroa:
Táo grato cheiro da, que huma talhada
Surprende o olfacto de qualquer peſſoa;
Que a não ter do Ananas diftincto avilo,
Fragrancia a cuidará do Paraiſo.

XLIV.


As fragantes Pitombas delicadas
São, como gemmas d'ovos na figura;
As Pitangas com cores golpeadas
Dão refrigerio na febril ſeccura:
As formoſas Guaiabas nacaradas,
As Bananas famoſas na doçura,
Fruta, q̃ em cachos pende, e cuida a gente
Que fora o figo da cruel Serpente.

O
XLV.