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POEMA EPICO. CANTO I.
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VI.


Príncipe, do Brasil, futuro dono,
Á Mãi da Patria, que adminiſtra o mando,
Ponde, excelſo Senhor, aos pés do Throno
As deſgraças do Povo miſerando:
Para tanta eſperança he o juſto abono,
Voſſo titulo, e nome, que invocando,
Chamará, como a outro o Egypcio Povo,
D. Joſé Salvador de hum Mundo novo.

VII.


Nem podereis temer, que ao ſanto intento
Não ſe nutrão Heróes no Luſo povo,
Que o antigo Portugal vos apreſento
No Brasil renaſcido, como em novo.
Vereis do domador do Indico aſſento
Nas guerras do Brazil alto renovo,
E que os ſeguem nas bellicas idéias
Os Vieiras, Barretos, e os Correas.

VIII.


Dai por tanto, Senhor, potente impulſo,
Com que poſſa entoar ſonoro o metro
Da Brazilica gente o invicto pulſo,
Que aumenta tanto império ao voſſo Scetro;
E em quanto o povo do Brazil convulſo1
Em nova lyra canto, em novo pletro,
Fazei que fideliſſimo ſe veja
O vosso Throno em propagar-ſe a Igreja.

IX.