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O GIAUR[1]
Nem zephyra subtil enruga as ondas,
Que á praia vêm morrer, molhando a base
Ao tumulo do chefe atheniense.[3]
— Primeira a branqueiar no promontorio —
A pedra sepulcral saúda o nauta,
Quando, de riscos salvo, aos lares volta,
E domina o paiz, que foi, debalde,
Por Themistocles salvo. Oh! quando o mundo
Heróe de tal valor verá, de novo?
Bello clima! Sorri-se, alli, fagueira
Advertencia I — O Giaur, poema formado de fragmentos soltos, repousa em factos, menos frequentes hoje no Oriente, do que em tempos idos, ou porque os christãos actuaes sejam menos ousados, ou mais habeis. Continha esta historia, antes de mutilada, as aventuras de uma joven escrava, que, convencida de infidelidade, foi, segundo o uso musulmano, arrojada ao mar. Um moço veneziano, seu amante, resolveu vingal-a. Estava, então, de posse das Sete Ilhas a Republica de Veneza. Os Arnotas foram expulsos da Morèa, por elles devastada em seguida á invasão dos Russos. A deserção dos Menotas, a quem foi recusado o saque de Misistra, obstou a realização dessa empreza, sendo aquella peninsula entregue, indefesa, a todos os horrores de uma guerra, que não se depara igual, nem mesmo nos annaes dos fieis.