Página:Byron-Giaurpoema.pdf/42

Esta página foi revisada, mas ainda precisa ser validada
40

Não foi Byron, como alguns suppõe, o amante da escrava. A rapariga, salva pelo poeta em Athenas, era, conforme o testemunho de M. Hobhouse, amada por um criado, filho, como ella, da Turquia. Quanto aos promenores, fornecidos a este respeito pelo Marquez de Sligo, convém consultar as Memorias de Thomaz Moore.

Foi o Giaur publicado em meiados de 1813, firmando os creditos litterarios, ganhos pelo autor desde a publicação de Childe Harold.

No Giaur, o primeiro dos poemas-romances de Byron, a versificação reflecte, de algum modo, o seu enthusiasmo pelo Christabel, de Coleridge, cujo rithino irregular fôra já adoptado por Walter Scott no Lai do Derradeiro Menestrel. O Christophe Colomb, de M. Rogers, poema recente, então em voga, suggerio-lhe a idéa da composição fragmentaria do Giaur. Antes de sua viagem ao Levante, já Byron mostrava predilecção pelas cousas daquella região e se familiarizara com a historia dos Ottomanos. O Velho Knolles (dizia elle em Missolonghi, pouco antes de sua morte) é um dos livros, que mais me divertiram na infancia. Creio que elle contribuio, em grande parte, para minha visita ao Levante e talvez lhe deva esse colorido oriental, que é um dos caracteres de minha poesia. A՚ margem de uma das paginas do livro Ensaios sobre o caracter litterario, de M. Israeli, escrevera o poeta: « Antes dos dez annos, eu devorára Knolles, Cantimir, de Fott, Lady-Montagu, a traducção da Historia dos Turcos, de Mignot, por Hankins, as Mil e uma Noites e, em uma palavra, todas as Viagens ou Historias, que falavam do Oriente.

^  3) O tumulo, que se vê sobre os rochedos do promontorio é, segundo a tradicção, o de Themistocles. Diz Cumberland em seu Observateur, que nesse tumulo estão gravados alguns