Página:Byron-Giaurpoema.pdf/13

Esta página foi revisada, mas ainda precisa ser validada
11

Seguia meu olhar aquella fuga.
Qual demonio da noite, apparecera
A՚ minha vista e, logo, se esvaira.
Mas guardei na memoria a imagem sua,
E resoou, por muito, em meus ouvidos
O forte galopar de seu ginete.
Crava mais fundo agudos acicates;
Eil-o visinho da ouriçada escarpa,
Que, entrando pelo mar, ensombra as ondas.
Quer, galopando, contornal-a, ás pressas.
Vai a meus olhos escoudél-o a rocha.
(Testemunhas não quer quem bate em fuga ;
Vendo brilho de mais em cada estrella,
Sente real vexame, ao ter certeza
Que olho importuno lhe acompanha os passos.)
Volve a cabeça e para traz dirige
Olhar, que visos tem de olhar extremo.
O ginete detém, por um momento;
Levanta-se no arção! Porque seus olhos
Erram por sobre o bosque de oliveiras?
Vê-se o crescente, a rutilar no oiteiro;
Já tremulante claridade espalha
D՚alta mesquita a lampada votiva.
Bem que não possa de tão longe ouvir-se
O mosquete a troar, vivos lampejos[8]
De festival descarga simultaneos,
As provas dão do musulmano zelo.
Esta tarde atufou-se no occidente
O ultimo sol do Rhamazan; começam
As festas do Baïram. E՚ nesta tarde...
Mas quem és tu, de traje peregrino
E de aspecto cruel? Que val tudo isto
Para appressar-te, ou demorar-te a fuga ?
Pára. O terror se pinta em seu semblante,
Que odiosa expressão, de prompto, assume,
Não é rubor de passageira colera,
Sim pallidez do marmóre da campa,
Féral brancura, lugubre, sinistra.

Pendida ao chão a fronte conservava ;
Tinha no olhar a fixidez da morte.
Em feroz attitude erguendo o braço,