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A columna, que seu meimento ornava,—
Mais inclyto padrão consagra o nome:
—São as montanhas de seu patrio ninho.
Alli aponta ao mundo a musa d՚Héllen
A campa dos que têm perpetua fama.

Longo seria acompanhar-te os passos.
Pelo declive lubrico e funesto,
Por onde do apogéo, em que fulgias,
Rolaste neste abysmo de miseria.
E՚ bastante lembrar que em teu passado
Inimigo qualquer, de estranha origem,
Jamais logrou envilecer tua alma,
Antes de polluida á propria vilta,
Que ao despota, ao traidor abrio caminho.
Que assumpto dás do peregrino á penna ?
Nem legendas dos seculos passados,
Nem rasgos de valor e heroicidade,
Que alcem da musa o vôo ao gráo sublime,
Attingido em teus dias gloriosos,
Quando os varões, gerados em teu seio,
De teu formoso céo condignos eram.
Deviam sempre produzir teus valles
Briosos corações, almas de fogo,
Capazes de inspirar acções heroicas
A teus filhos... Mas ai! Quaes vis escravos,
Ou (que digo?) de escravos servidores,[7]
Insensiveis a tudo, excepto ao ouro,
Que do crime provém — espuria raça —
Rojando vão do berço á sepultura.
Immersos nas paixões, em que chafurda
Essa baixa porção da especie humana,
Que da bruta alimaria está mais perto ;
Desprovidos até dos simples dotes,
Que são communs aos incolas das selvas,
Entre quantos á grey servil pertencem
Não pulsa um coração, valente e livre.
Arrastando, porém, de porto em porto,
Proverbial finura e antigas fraudes,
Alli se nos depara o Grego astuto,
Que só por este titulo é notavel.
Seria vão da liberdade o appello