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Eu, innocente,
Ora voando,
Ora pousando
Para buscar
Meu alimento,
Não tinha assento.
Eu não podia
Pousar nas flôres
De mais licôres
Para os chupar;
O vento dava,
E me levava…
Um desgraçado,
(De certo o era!)
Disse-me:—espera,
Animal lindo,
Vem adoçar
Meu pranto infindo.
Conta á Augusta
Os meus amôres,
Que colhe flôres
Sem suspirar;
Quanto suspiro,
Quanto deliro.