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Como fragmentos d’alva porcellana
Ao pé do sol sob lâmina lampejam
Desparzidos na arêa;
Assim aos olhos do viajôr alvejam
Os muros mil da senhoril Serrana
Que de branco se arrêa.
Oh! eu amo essa nympha tão formosa,
Que sorriu-me ao nascer; aqui me trazem
Lembranças da que amei…
Ali chorei no tumulo onde jazem
As cinzas frias da mulher piedosa
Cujo seio habitei!…
Vinde, amigos, oh! vinde pressurosos
Bemdizer uma vez meu patrio berço
No solo hospitaleiro,
No adamantino cofre do Universo
Onde estacam os olhos cubiçosos
Do ávido estrangeiro.