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Eu, que avistei no horizonte
Bella estrêlla, hoje perdida,
Não choro, tenho exhaurida
Já das emoções a fonte.

Volve, pois, os teus olhares
Para a mansão da innocencia
Que a urna desta existencia
E’ cheia só de pezares.

Mas quando ás bordas da campa
Revolveres na memoria
Essa página da historia
Que a desdita nossa estampa;

Nos finaes suspiros teus
Dirás com riso tristono:
— O amôr na terra é um sonho;
Só se póde amar nos céos.