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Mais meiga que uns olhos morrendo de amôres,
Mais doce que o canto da rôla saüdosa
Na flórida veiga;
Mais doce que o canto sem causa, sem dôres,
Que um beijo furtivo de virgem medrosa
Mais doce, mais meiga.
E’ anjo celeste dos céos exilado,
E’ anjo incarnado que a terrea natura
De corpo reveste:
Não fosse ella um anjo celeste incarnado
Que ás plantas lançára-lhe uma alma!—loucura!
E’ anjo celeste!